O meu próprio umbigo

Entradas categorizadas em ‘Uncategorized’

pro menino do nome exótico (mas nem tanto)

Junho 6, 2009 · Deixe um comentário

Te conheci de um jeito engraçado. Na comemoração do aniversário do irmão de umas amigas. Não tinha  te visto no começo, estava até pensando em outra pessoa. flertando com outro.
Te vi só no finalzinho, quando já tinha desistido do outro. você estava parado na frente do bar, encostado no carro com um copo de cerveja na mão. você me olhava. demorei pra entender que era uma flerte . Flertamos então.
Você veio e não se importando com os meus amigos em volta, me beijou. achei ótimo, maravilhoso, meudeus.
Achei também que você ia ser só mais uma boca que eu beijei, esquecível, descartável como tantas outras. Mas quando você começou a falar… Meudeus, você tinha uma voz rouca na medida certa e um sotaque. e que sotaque. Combinava direitinho com essa sua voz. aliás, eu nunca achei que esse sotaque combinasse com alguém, mas em você parecia fazer parte da personalidade. até conheço pessoas com esse sotaque, mas chega a ser irritante. mas não em você. e aquela voz rouca sexy com sotaque tinha o que dizer e o que contar. ela me contou que você era de brasília e que morou um tempo em curitiba e agora estava aqui em são paulo há dois anos. me fez rir com as suas histórias e o seu jeito engraçado de contá-las. e nos intervalos dos beijos você me olhava com aqueles olhos grandes verdes que estavam tão pequenos naquela hora e me beijava de um jeito bom, que nunca cansava. porque sabe, tem pessoas que os beijos cansam, aí você conversa com ela não porque quer conhecê-la, mas pra não ter que beijá-la de novo tão cedo…

Meus amigos foram embora. seu amigo foi embora. e eu fiquei e você ficou. e nós ficamos conversando até amanhecer. até a hora que lembrei que precisava ir embora, tinha que me despedir de uma amiga. você foi comigo até o metrô e me contou mais histórias que me faziam rir. e eu te puxei no meio da rua mesmo e te beijei por muito tempo, como se fosse um filme daqueles romântico-melosos que sempre têm um final feliz. sempre.
quando chegamos no metrô nenhum dos dois queria ir embora, mas eu precisava.
passei meu telefone e cada um foi prum canto.

nos encontramos algumas vezes mais e eu me apaixonei perdidamente porque você era a pessoa perfeita no momento perfeito, mas as coisas não deram certo. você foi embora e eu fiquei.

Categorias: Uncategorized

Guarda-chuva

Junho 6, 2009 · Deixe um comentário

A aula de Yoga tinha acabado, era umas seis e meia da tarde. Saí na rua e estava chovendo. Droga. Eu não tinha um guarda-chuva. Pra falar a verdade, eu nunca fui com a cara de guarda-chuvas, sempre preferi me molhar a ter que ficar segurando um treco traiçoeiro daqueles, que pode sair voando a qualquer momento. Queria chegar logo no lugar, que não era muito longe dali. Então resolvi enfrentar a chuva. Desarmada mesmo.

Fui andando. Talvez o mais devagar que eu podia. Queria chegar no lugar logo, mas não estava com pressa nenhuma, sabe? E era engraçado ver as pessoas encolhidas em seus guarda-chuvas com medo de se molharem, como se fossem feitas de açúcar. Ou então a procura de abrigos contra a chuva. Banca de jornal ou o cantinho do telhado de uma casa qualquer servia. Ou correndo. E eu ali. Andando. Andando enquanto tudo corria.

Parecia cena de clipe. Tudo corre e se esbarra e se mistura na paisagem chuvosa e passa batido. Menos a protagonista. Não importa se ela vai ficar encharcada no final. O que importa é aquele momento. Mesmo porque depois que a gravação do clipe acabar, ela tem toalhas e banho quente a disposição. Banho quente talvez não, mas toalha com certeza. Eu não tinha nenhum dos dois. Mas isso não me importava muito. Eu realmente não estava prestando atenção ao meu redor, já tinha me perdido nos pensamentos bizarros dentro da minha cabeça de fósforo.

Ué. Tinha parado de chover? Mas as pessoas ainda continuavam debaixo de seus guarda-chuvas e de suas proteções. Olhei pra cima e lá estava um guarda-chuva me protegendo. Olhei pro lado e um menino estava acoplado a esse guarda-chuva. Oh. Invadi o guarda-chuva alheio. Eu estava tão distraída assim?

Parei. Esperei ele andar um pouco. Ele parou. Virou pra trás e disse algo como:

- Você não vem?

Sorri. Claro que eu ia. Adoro gentilezas, especialmente de estranhos. Já que elas quase nunca acontecem. Ele puxou papo. Perguntou e falou coisas que eu provavelmente não vou lembrar. Eu tava morrendo de vergonha. Quase não perguntei sobre ele. Aliás quase não falei. Mas queria. Só não sabia o que dizer. Às vezes quando eu quero muito falar, as ideias não vem.

Simplesmente não vem. Branco total. A única coisa que eu sabia era onde ele fazia faculdade porque ele estava com aquela mochila vermelha escrito bem grande “Mackenzie” e que ele estava indo pra lá ou não. Mas eu não tinha certeza de nada disso. Afinal não perguntei. Burra. Não perguntei o nome dele, ele não perguntou o meu.

O caminho era curto. Mas mesmo assim acabou mais rápido do que eu esperava. É agora. Vou falar tudo o que der na telha. Vou chamá-lo pra sair. Perguntar o nome dele. Se ele quer ir beber uma cerveja e jogar umas besteiras aleatórias na mesa de um bar aleatório. Mas não. Demos um “tchau”, assim de longe. Queria pelo menos ter agradecido melhor e não ter falado um “obrigada” qualquer sem nem olhar pra cara dele. Tava ensaiando o caminho inteiro o jeito como eu ia agradecer, enquanto ele comentava alguma coisa sobre a chuva. Queria ter ido mais um quarteirão com ele, mesmo que saísse do meu caminho. Só pra ver no que dava. Sei lá.

Mas claro que eu só pensei nisso depois, porque é assim que funciona, quando você mais precisa de uma solução elas não vem e quando passa o momento, elas fluem como água, na sua cabeça.

Hunf.

[escrita há um bom tempo atrás, postada só hoje]

Categorias: Uncategorized

always my best shot

Maio 30, 2009 · 1 Comentário

eu nunca gostei daquele apelido, quer dizer, eu gostava dele do meu jeito, escrito da minha maneira e você sempre insistiu em escrever do seu jeito e eu odiava. e agora toda vez que alguém escreve ele do jeito que eu odeio, eu lembro de você e gosto. dói um pouquinho, mas eu gosto de lembrar que você existe

dentro de mim ainda.

Categorias: Uncategorized

pastilha garoto

Maio 13, 2009 · Deixe um comentário

Não consigo resistir a lojas de doces. Nenhuma. Tenho que parar sempre e comprar alguma coisa. E passeando por uma, relembrando toda a minha infância em forma de ursinhos de goma eu encontrei a SUA bala. Ju-ro, aquilo me leva imediatamente de volta pra você, se eu acho que te esqueci esses 17g de açúcar me fazem lembrar que não.  

Adivinha se eu não comprei? Há.

Categorias: Uncategorized

fora da validade

Maio 13, 2009 · Deixe um comentário

uma semana ainda continua sendo o meu prazo de validade pra relacionamentos. funciona assim, se demorar mais do que uma semana pra eu ver a pessoinha, minha cabeça apaga ela de mim. eu simplesmente esqueço de me lembrar dela. é quase um processo natural meu. como suar. é, transpirar. já sinto você se evaporando de mim nesse dia quente de não verão.

 

[mas eu não queria. então volta logo antes que você tenha sido apagado por completo.]

Categorias: Uncategorized

sempre você

Maio 10, 2009 · 2 Comentários

só de te ver tenho vontade de chorar e eu nem quero e eu nem sei bem por quê. faz tanto tempo que eu nem sei mais se te conheço ainda.

eu vejo fotos que eu nem sei quando e onde foram tiradas e sinto saudades desses momentos em que eu não estava. me explica como isso?

manda a cerveja parar de fazer isso comigo. manda ela parar de me fazer lembrar você. culpa dela. só dela…

tudo me faz sentir saudades. até essa camisa pólo vermelho desbotado, acredita?

e o único motivo pelo qual eu quis aquele inglês de verdade foi você, meu quase inglês. e dentro da minha história com ele, a minha história breve com você se repetiu tão mais rápido do que realmente foi. em um dia eu amei, senti raiva, repulsa, mandei embora. quis fechar a porta, mas ele não deixou.

e você deixou. e até colocou tranca nela, pra ninguém mais conseguir abrir. mas eu fiquei do lado de dentro da porta e enquanto você saiu livre buscando amores em filmes, eu fiquei lá dentro guardadinha pra você e esperando você vir me destrancar e me deixar entrar de novo na sua vida.

eu tentei arranhar a porta pra ver se você me ouvia, mas você já estava longe. ocupado com a vida. e me esqueceu. me jogou fora de dentro de você e eu não percebi e eu não consegui fazer o mesmo, a cada dia você virava a pessoa perfeita no meu conceito distorcido.

o tempo passou e você não passou de mim. ainda tem um restinho que faz com que eu não queira que você me veja com outra pessoa, na esperança que ainda existe lá no fundo, que aconteça um revival. a última vez que nunca conseguiu existir.

Categorias: Uncategorized

Abril 30, 2009 · Deixe um comentário

sexo tem que ter beijo que não cabe na boca e transborda pros lados. tem que ter desejo e desejo não é cuidadoso. não dobra roupa. escancara a porta, não pede licença, não consegue ser burocrático. nem tem espaço pra isso. faz porque quer estar lá e mais ainda chegar lá.

Categorias: Uncategorized

três despedidas diferentes para um só londrino ou de como eu vou sentir a sua falta

Abril 9, 2009 · Deixe um comentário

eu gosto de você. você gosta de mim. mas sabe, como é comigo as coisas não podem ser simples assim. nunca são. às vezes o melhor mesmo é ir embora. não precisa ir e fechar a porta. mas não deixa ela também escancarada. deixa entreaberta. volta de vez em quando. você vai saber que ta destrancada.
esse é mais um fim de alguma coisa que nunca foi. que mal começou.
por que isso é tão simples pra todo mundo e pra mim é tão dificil?

e mais uma vez mais um caiu do pedestal pra mim. mais uma vez voltei bêbada no calor infernal da manhã decepcionada com mais um. com você. com todos eles. por que eles nunca são o bastante pra preencher o meu vazio? por que eles vêm e vão tão fácil? por que eu acreditei que você ia ser moço que eu ia chamar de meu?

não seja bonzinho demais. é uma porta escancarada pra minha maucaratice. eu não consigo não pisar quando se jogam na minha frente e imploram que eu o faça de tapete. não resisto a uma pisadinha e se você continuar deixando te faço em pedaços. não sobra nada. porque ser cruel é um dos meus hobbies e de vez quando nem percebo.

Categorias: Uncategorized

but it’s still a feeling

Abril 5, 2009 · Deixe um comentário

não vai embora. eu sei que eu te trato mal. sei que faço coisas idiotas e digo que quero um inglês de verdade. eu sei que talvez eu não te mereça. mas fica. tenho tantos motivos. tanta coisa pra te oferecer que eu não saio oferecendo pra qualquer um. tanta dorzinha pra te fazer sentir. tanto de mim mesma pra te oferecer. sou sua por agora. toma.
quase ninguém consegue me acalmar. porque eu tenho esse monte de tempestades dentro de mim e você só passa de leve o dedo no meu nariz de batata e as minhas paranóias passam por um momento.
e eu te disse sem querer sobre os meus remédios e você não disse nada e me aguentou e me aguenta, mesmo sabendo deles.
fica, inglesinho. você me faz tão bem. tão bem. sou complicada, mas devo ter as minhas vantagens.

Categorias: Uncategorized

pedaços

Março 27, 2009 · Deixe um comentário

eu não sou simples. eu não sei ser simples. sou complicada e quando percebo que não estou sendo, faço mil coisas pra virar. e eu sempre consigo. tempestade num copo dágua é comigo mesmo. drama queen. acho que complicar é um hobbie. tipo a vida fica sem graça e sem sentido sem os tantos muitos empecilhos que eu coloco no caminho. no meu próprio caminho. alguns chamam de auto-sabotagem, eu chamo de estilo de vida. hahahah não que eu goste. mas também não desgosto

acho que eu gosto disso tudo. me faz sentir de verdade, sabe? não gosto de meios sentimentos, gosto deles inteiros. aqueles que batem na alma e doem e corroem, mas só por algum tempo. porque as coisas mudam. sempre mudam. mesmo que seja pra uma outra dor. dor diferente.

Categorias: Uncategorized