earl grey é o amor em forma de chá
11 jul 2011 Deixe um comentário
e me lembra do lugar dos tijolinhos. aquele que eu gostei desde o primeiro momento em que eu senti que estava ali de verdade. e desde então meu coração e alma andam voltando pra lá de vez em quando, sem eu perceber, e bate uma saudade apertada, quase doída de uma vida inteira que eu vivi em dois meses. de uma família toda não de sangue, mas de carinho, que cuidou e abraçou como se eu pertencesse de verdade. e amizades com vontade de querer conhecer mais um pouco, mas que só duraram ali, como se fosse amor de férias…
e todo o calor que todo mundo diz que lá não existe, mas eu senti, ele ta lá escondido e aparece bastante nos pubs ou qualquer ocasião em que tem bebida na mesa. binge drinking, eu aprendi. na escola lá. eles usam a expressão bastante, eles fazem bastante, claro. my kind of people.
o chá. ahh o chá… ta no topo do comfort drink, se é que isso existe. só o cheiro do tal earl grey me transporta de volta pras manhãs geladas (e olha que não era nem inverno) esperando no ponto o 98 to holborn (dizia a vozinha que eu tanto queria imitar) pra ir pra escola e me fazer sentir inteligente de novo, porque olha, depois da faculdade os neurônios congelaram e não por causa do frio.
eu não queria voltar pra vida, quero aquela sensação de novo toda de novo, sensação de sonho se realizando, aquele sonho que eu nunca tive e por algum motivo inexplicável, foi o melhor. quero me apaixonar por aquela cidade mais uma vez, ao vivo e a cores.
tem alguma coisa que me puxou e me puxa de volta às vezes, que me impediu um tempão de conseguir pensar direito depois da volta. paixão arrebatadora que me derruba, que ocupa a alma de uma forma que eu ainda não consigo entender.
e como entender que foram só dois meses, mas a sensação que fica é de um lugar tão familiar que é como se eu já estivesse ali há tempos, já conhecesse tudo e só estava voltando pra matar as saudades que estão guardadas ali no fundo, tão bem escondidas que era difícil notar. saudades de um lugar que eu nunca fui. tão estranho, mas parece fazer sentido.