Entradas do Maio 2009
eu nunca gostei daquele apelido, quer dizer, eu gostava dele do meu jeito, escrito da minha maneira e você sempre insistiu em escrever do seu jeito e eu odiava. e agora toda vez que alguém escreve ele do jeito que eu odeio, eu lembro de você e gosto. dói um pouquinho, mas eu gosto de lembrar que você existe
dentro de mim ainda.
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Não consigo resistir a lojas de doces. Nenhuma. Tenho que parar sempre e comprar alguma coisa. E passeando por uma, relembrando toda a minha infância em forma de ursinhos de goma eu encontrei a SUA bala. Ju-ro, aquilo me leva imediatamente de volta pra você, se eu acho que te esqueci esses 17g de açúcar me fazem lembrar que não.
Adivinha se eu não comprei? Há.
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uma semana ainda continua sendo o meu prazo de validade pra relacionamentos. funciona assim, se demorar mais do que uma semana pra eu ver a pessoinha, minha cabeça apaga ela de mim. eu simplesmente esqueço de me lembrar dela. é quase um processo natural meu. como suar. é, transpirar. já sinto você se evaporando de mim nesse dia quente de não verão.
[mas eu não queria. então volta logo antes que você tenha sido apagado por completo.]
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só de te ver tenho vontade de chorar e eu nem quero e eu nem sei bem por quê. faz tanto tempo que eu nem sei mais se te conheço ainda.
eu vejo fotos que eu nem sei quando e onde foram tiradas e sinto saudades desses momentos em que eu não estava. me explica como isso?
manda a cerveja parar de fazer isso comigo. manda ela parar de me fazer lembrar você. culpa dela. só dela…
tudo me faz sentir saudades. até essa camisa pólo vermelho desbotado, acredita?
e o único motivo pelo qual eu quis aquele inglês de verdade foi você, meu quase inglês. e dentro da minha história com ele, a minha história breve com você se repetiu tão mais rápido do que realmente foi. em um dia eu amei, senti raiva, repulsa, mandei embora. quis fechar a porta, mas ele não deixou.
e você deixou. e até colocou tranca nela, pra ninguém mais conseguir abrir. mas eu fiquei do lado de dentro da porta e enquanto você saiu livre buscando amores em filmes, eu fiquei lá dentro guardadinha pra você e esperando você vir me destrancar e me deixar entrar de novo na sua vida.
eu tentei arranhar a porta pra ver se você me ouvia, mas você já estava longe. ocupado com a vida. e me esqueceu. me jogou fora de dentro de você e eu não percebi e eu não consegui fazer o mesmo, a cada dia você virava a pessoa perfeita no meu conceito distorcido.
o tempo passou e você não passou de mim. ainda tem um restinho que faz com que eu não queira que você me veja com outra pessoa, na esperança que ainda existe lá no fundo, que aconteça um revival. a última vez que nunca conseguiu existir.
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