O meu próprio umbigo

Pra você, que nem imagina que virou texto

Novembro 20, 2007 · 3 Comentários

Eu achava que ia ser só mais um feriado, já que há tempos não acontece nada diferente. Nem nos feriados, nem nos dias comuns. Até eu te conhecer. Te olhei. Olhei mais um pouco. Te queria mais do que eu mesma imaginava.

Te conheci na porta do banheiro, logo depois que você tocou. Já tava ensaiando o que falar. E você falou comigo e não parecia em nada aquele menino que tinha acabado de tocar, aquele que nem olhava, mas sabia que era olhado. Menino mesmo, que quando é olhado faz as coisas de um jeito melhor pra aparecer mais.  

A gente conversou e o lugar tava fechando e as pessoas querendo ir embora e tudo o que eu queria era beber mais. E te pegar, claro. Não ficou claro? A gente sentou num banco por pouco tempo e você me disse que eu tinha a perna rosa, só porque eu tava com uma meia calça branca.
e você me fez rir horrores e me chamou pra ir numa festinha na sua casa.

E os seus amigos? E as minhas amigas?
Tudo o que todo mundo tinha em comum naquela hora era a vontade de beber mais.
Problema resolvido, supermercado, cervejas e a sua casa.
Seus amigos esqueceram de tudo e dormiram. Esqueceram até de beber.
Minhas amigas viam TV entediadas. Mas não esqueceram de beber.

Where’s the fucking party that you promised for us?

Caaaalma, garota apressada, ela vai acontecer.

Onde é o banheiro?
“ali.”
Ué, mas ali não é a saída?
“não, é antes dela.”

“eu te mostro.”
oba, mostra sim. mostra mais. mostra tudo.
“blá, blá, blá” dentro do banheiro.
“tá, agora eu vou te deixar usar o banheiro”
Você não percebeu?
sorriso. claro que ele tinha percebido.
beijo. beijo forte. me jogou na parede e colou o seu corpo inteiro em mim.
putaquepariu.

opa, ainda preciso usar o banheiro, chuchu.

Voltei pra sala e você já tava lá e nada aconteceu.
tralá-lá-lá.
As caras entediadas ainda permaneciam.

Alguém pergunta se não tem nada pra comer ou você se oferece pra ir pegar alguma coisa pro povo comer. não lembro.
Você vai pra cozinha e demora horrores.

Oh meudeus, o que será que aconteceu com o pobre coitado do moço? Vou lá ver. 

oooooOoOOi.
“opa, eu só achei isso aqui pra comer”

Não se preocupa, chuchu. Eu não vim pra comer. eu quero você. quero agora.
e você me aperta de novo contra o balcão da cozinha com esse seu corpo bom e que não faz o meu tipo, mas dessa vez fez.
ohmeudeus.
barulho.
Você voa prum canto da cozinha e eu pro outro.

A pessoa entra e logo se vai feliz com a comida na mão.
Você fecha a porta da cozinha e começa tudo de novo.
Eu devo ter feito muito o bem na vida passada pra merecer isso.

E de vez em quando você fala algumas palavras que vão fundo dentro de mim e fazem de mim a moça mais feliz daquele instante e que não tem nada a ver com “eu te amo” ou qualquer coisa melosa parecida. Ta. Confesso. tem sim a ver com coisa melosa, porque eu sou fru-ti-nha.

O banheiro é mais seguro.
Dois minutos depois alguém bate querendo usar.
hahaha

“vem pro meu quarto.”
Vou. E fui. E fomos. E começamos. E foi beijo pra todo lado. E seu corpo em cima do meu. Ohmy. Eu não durmo mais, nunca mais. Mas quem precisa dormir?
Você me beija loucamente. e pele com pele. mão por todas as partes. e beijos sem parar. E pqp. Ta indo super bem, rapaz. Muito bem. Será que alguma coisa vai dar errado? Lembrei da história do “Homem-Glam”, da Clarah Averbuck [que ta no brasileira!preta, mas tem que procurar], em que o cara fodão broxa.
 Ohno.

Você tira a minha perna rosa pra ficar a minha perna de verdade, pra tocar na sua perna de verdade e assim ficar carne com carne. Pele com pele. Você comentou do meu cabelo de ondinha e eu do seu, todo bagunçado, do jeito que um cabelo decente deve ser.

O final foi tão bom quanto o começo, mesmo o super esperado, aquele que toda mulher deseja insanamente, não ter acontecido.

E nesse final você levantou a cabeça bem devagar, seu cabelo estava mais desajeitado do que antes, seu rosto branco estava rosado, igual a minha perna-meia-calça, você me olhou com um misto de felicidade sutil e alguém perdido que se acha e você disse, “oh jessie-jessie” e sorriu.  Isso basta.

Casa comigo? Você e esse seu pau perfeito que não cabe direitinho em mim, mas a gente faz caber. Você e esse seu cabelo bagunçado que disse que não teve tempo pra ajeitar, você e essa sua pegada foda. Você e esse seu jeito de menino, mas que disse que tem 22 e eu acreditei.
Você e essa sua foda foda.

Você e esse seu jeito que me deixou com tesão do começo ao fim. O fim. Quando eu queria mais, mas não achei que podia.
Desde da hora em que te vi ao lado do palco e não sabia que você ia tocar e me deu umas não olhadas até a hora que você me apertou com um abraço e esboçou um “tchau” qualquer.

Lembro de você dizendo várias vezes tantas frases que eu queria não lembrar porque senão, todo mundo sabe, eu me apaixono. Fácil, fácil.
Quando a gente conversava sobre comida vegetariana na cozinha, você disse que sua mãe era vegetariana e cozinhava bem, eu disse que nunca comi uma comida boa vegetariana e você me respondeu que no dia em que a sua mãe cozinhasse eu podia ir experimentar ou a gente podia se encontrar em algum lugar e você levava pra mim… e teve tantas outras no quarto. tantas outras.

Eu me apaixono de 5 em 5 minutos por uma pessoa diferente e acho que você é a pessoa dos próximos 5 minutos.

E por sua causa eu tou com essa dor bizarra no meio das costas, mas que toda vez que dói, eu lembro de como foi bom e que bom que eu fui naquele show que eu tava pensando seriamente em não ir.  

 

Acho que esse foi o texto mais confuso que eu já fiz.

Categorias: Uncategorized

3 respostas Até agora ↓

Deixe um comentário