O meu próprio umbigo

Entradas do Outubro 2007

love is a gross exaggeration.

Outubro 30, 2007 · Deixe um comentário

Eu gosto de te abraçar. Você é tão magro que eu quase consigo me abraçar te abraçando. Sinto falta desse abraço magrelo e apertado. Tanta falta que quando lembro dos nossos abraços, eu quase choro. Qua-se. Também não sou tãooo frutinha assim.

Até pouco tempo não sabia se eram quase lágrimas de tristeza. raiva.

Mais óbvio, né. Saudades.

Saudades que não passam vendo você to-dos-os dias. Saudades que precisam ser matadas com um “oi” não de obrigação, com aqueeele abraço que sabe apertar nos lugares certos, uma conversa natural sobre um assunto besta qualquer, como costumava ser, sabe?

Preciso sentir o seu cheiro, o cheiro do seu corpo, aquele que não é perfume. Sentir a tua pele macia, tão macia que se eu fechar os olhos e te acariciar, posso jurar que é uma garota. Uma garota branquela, magrela e única. Ou melhor, garoto. Ou melhor, um quase homem vai.

Conversa comigo?

Categorias: Uncategorized

Para alguém que experimentei…

Outubro 20, 2007 · Deixe um comentário

Gosto quando estou andando na rua e sou surpreendida por aquele perfume que costumava ser seu. Costumava não. Ainda é. Não consigo sentir aquele cheiro sem lembrar de você e do curto tempo que a gente ficou junto. Aquele perfume que costumava me deixar morrendo de tesão e me levava pra cama na hora. Aquele que combinado com o cheiro da sua pele fazia dele o melhor dos melhores aromas. Doce na medida certa. E afrodisíaco, claro. Aquele também que fazia eu esquecer que a gente só tava junto por interesse. Cada um com o seu interesse em particular e peculiar. O interesse que fazia eu enrolar pra terminar seja lá o que a gente tinha, era. Sei lá.

Mas um dia eu decidi que não podia mais te ver, não podia continuar com aquilo. Aquilo tava me prejudicando e eu sabia há um bom tempo. Só que não sabia o que fazer.

Acabou do único jeito que eu sei acabar. Assim, do nada.

Categorias: Uncategorized

Outubro 17, 2007 · 5 Comentários

Tudo o que eu queria era dormir com você num quarto de hotel barato. Dormir não. Foder a noite inteira. Até não lembrar mais de nada. Aminésia por overdose de sexo… será que existe? E depois da noite bem aproveitada, levar os lençois que costumam ser tão limpos quanto o próprio quarto. Mas isso não importa aqui. Eu levaria porque os lençóis iam ficar com o teu cheiro, o teu gosto. Eu dormiria com eles todas as noites. Dormiria com você todas as noites. E sonharia os teus sonhos. Viveria o teu mundo nos meus (seus) sonhos.

 E talvez com  um pouco de sorte, eu entenderia por que você gosta tanto dela.

Categorias: Uncategorized

Aquela última festa, sabe?

Outubro 13, 2007 · Deixe um comentário

Eu fui naquela festa. Prometia ser uma festa boa. Era aniversário de duas amigas. Fui pra pista dançar samba, porque era o que tava tocando. Olha pra minha cara e diz que eu sambo. E tentaram me ensinar e não conseguiram então eu fiquei só mexendo a minha cabecinha de fósforo. A pista estava vazia.

Também… começo de festa, quem é que fica na pista em começo de festa? Eu!! Adoro dançar, por mim eu passaria a minha vida inteira numa pista de dança.

Oh. Oh. Hã? O que você faz aqui? Ouvi você dizer na sala pra alguém que não ia vir. O que te trouxe, hein? Fora esse seu amigo meio bobo que tem carro.

Sorriso imediato.

Você abraça todos da rodinha, apesar de ter visto todos eles, quer dizer, todos nós, na sala há algumas horas atrás. Ganho um abraço também, claro, eu tava na rodinha também. Nada de tratamento especial.

Eu fazia de tudo pra ta do seu lado. Exatamente do seu lado. Tanto faz se o direito ou o esquerdo. Queria conversar um monte com você, mas estava com medo do meu hálito de cerveja te espantar. Então eu me contentei só com estar do seu lado. Conversei com as pessoas que estavam no seu grupo só pra permanecer lá. Ouvia você conversando com quem eu tinha acabado de abandonar. Conversava coisas bestas com você, que nem chegava a ser uma conversa, só uma troca de palavras aleatórias. Mas o que eu queria mesmo era ficar na ponta dos pés quando ninguém estivesse prestando atenção na gente e falar ao pé do seu ouvido o quanto eu te queria naquele momento e em vários outros e te arrastar pro banheiro e fazer um monte de coisas e tudo e mais um pouco. Mas eu não ia fazer isso. Não tinha coragem, apesar das cervejas. Não fiz. Queria muito, mas não fiz.

Talvez me arrependa daqui a um tempo. Ou não.  

Enquanto eu dançava, você me olhava. Pelo menos era o que os meus olhos, que já me enganaram tanto, diziam. Isso me fez lembrar de uma outra festa em que você me olhava mesmo dançar e eu me sentia bem. Dançando e sabendo que o seu olhar era pra mim, pro meu corpo em movimento. E você me pediu a câmera emprestada. Porque eu era a fotógrafa oficial das festas e levava a minha câmera pra todas e tirava um monte de fotos, até que cansei de pessoas me pedindo fotos.

Eu a joguei em sua mão sem prestar muita atenção. E eu senti flashes. Senti, não vi. Estava de olhos fechados. Quando eu fui descarregar as fotos, eu vi aquele monte de foto minha dançando. Sorri. Guardo isso bem guardado na minha memória que não guarda nada. E sempre que eu lembro daquilo eu sorrio.

Bom, voltando pra festa atual. Eu tava dançando em uma rodinha e vi você saindo. Com seus amigos. Você nunca fica sozinho. Eu dei um tempo e fui te procurar, queria ficar ao seu lado, já que isso quase nunca acontece, apesar da gente se ver to-dos-os-di-as. Mas…

Você tinha ido embora. Droga. E acho que de novo te perdi. Não sei até quando vou continuar não te tendo. E mesmo assim, te perdendo, sabe? Sei.

 

Categorias: Uncategorized

Outubro 12, 2007 · Deixe um comentário

Queria escrever sobre outras coisas que não fosse só amor, mas no momento não consigo. Isso é o que movimenta a minha energia criativa. No momento. Mas não posso reclamar, pelo menos extravaso por algum lugar. Pelo menos alguma coisa, algum muso, ou ex-muso me fazem criar de algum jeito.

Precisava terminar aquele vestido que eu comecei a mexer num surto criativo e achei que ia terminar a tempo pra ir numa festa e arrasar, mas parece que não vai rolar. A festa ainda tá longe, mas eu sei que não vou mexer nele tão cedo. Tá lá jogado aos pés da minha cama com um monte de alfinetes. Pronto pra ser costurado. Mas não vai rolar… não vai rolar.

Categorias: Uncategorized

Outubro 11, 2007 · Deixe um comentário

6h da manhã, jogada no banheiro com uma agenda escolar e algumas canetas, chorei as pitangas (sabe como é bêbado). Chorei até a maquiagem do olho ir parar no vestido. E escrevi, escrevi um monte de textos bestas, mas que faziam sentido na hora. Chorei por você. Chorei pela porra da sua polidez. Chorei porque queria mais. Me diz não. Mostra algum sentimento. Qualquer um. Diz que me odeia, pra eu sair do seu pé. Diz que me ama e me quer pra sempre. Diz que me quer só como amiga (ouch). Diz! Diz alguma coisa. Mas fala, não fica aí quietão, sem demonstrar nada.

Categorias: Uncategorized

Para alguém que um dia foi…

Outubro 8, 2007 · 1 Comentário

Ela sentou do lado dele, colocou a mão dela embaixo da dele e apertou com força tentando transmitir tudo aquilo que Ela estava sentindo naquele momento. Todo aquele sentimento que mal cabia no coração. A mão dele não se mexeu, a mão dele continuou aberta como se nada a estivesse apertando, como se nada significasse. Ela olhou para Ele e Ele olhava para a mão dela, mas não do jeito que Ela queria que Ele olhasse. Ela olhou com tristeza, como se já soubesse o que se passaria depois, mas mesmo assim insistiu, afinal, o que tinha a perder?
Talvez muito… talvez nada…
cedo pra dizer… ou talvez muito tarde…

Queria tanto que você não fosse só uma projeção do que eu sinto por você,
queria não enxergar você todo distorcido pela minha imaginação fértil,
queria te conhecer com todos os seus defeitos e qualidades reais…

E esse finalzinho tá quase servindo pra alguém que ainda é…

Ohdeus.

Categorias: Uncategorized

Para alguém que ainda é…

Outubro 7, 2007 · Deixe um comentário

Eu lembro bem daquela vez que a gente saiu. A segunda vez. Subi a escada do metrô com um frio na barriga. Buterflies on my stomach. Minha expressão preferida. Não queria te encontrar no fim da escada. Queria que você ainda não estivesse lá. Ainda. Precisava de um tempo pra me preparar. Respirar, sabe? Só tinha cinco minutos. Você é sempre muito pontual. Claro. Olho pro lado e lá está você, vindo pra mim. E sorrindo. Sorrio de volta. Abraço apertado. Posso até sentir seu cheiro que não é perfume. É o seu cheiro mesmo. E como é bom. A gente vai andando até o teatro. E rindo. É inevitável, eu sempre rio quando to com você. Sempre me divirto. “Sempre” é uma palavra forte, né? Mas é a única que eu acho que se encaixa aqui. Hahaha, vocabulário nada vasto. A gente senta na escada pra esperar começar a tal da peça e pra tomar um ar. A noite estava tão agradável. Clichê. Mas era mesmo verdade, não é só pra embonecar o texto. Olha aquela menina, ela ta usando nada! Cadê a roupa dela, que pôcavergonha, meudeus. Oh sim, é só um vestido que parece mais com pele do que com roupa. E você me disse como estava a vontade pra falar dela também porque eu tinha comentado primeiro e também não conseguia tirar os olhos dela. Entramos no teatro. Peça começa. Você me olha toda hora, quase não desgruda os olhos de mim. Como você fazia na classe. Só que dessa vez olhava mesmo, pra eu perceber que estava sendo olhada. Fiquei sem graça. Sempre fico. Não olhava de volta porque tinha vergonha. Coisa boba de menininha.Engraçado, porque é tão fácil flertar e fazer cara de femme fatale pra um desconhecido em qualquer lugar. Eu chego a olhar tanto que o cara fica sem graça e eventualmente acabo assustando o coitado.Mas naquela situação, com você, é tão difícil de simplesmente olhar. Sem precisar flertar. Só olhar. Eu não conseguia. Minha cabeça se negava a virar pro lado e deixar que os meus olhos se encontrassem com os seus.Saímos da peça. E o tal do beijo ainda não tinha saído. Os dois sabiam muito bem porque estavam lá e era pelo mesmo motivo. Perguntei se você precisava ir embora, você disse que tinha mais um tempo. Cerveja? Você topou. Você não bebe, mas bebeu dessa vez. Procuramos bar aberto. Nada. Vai supermercado mesmo. Estava louca por uma cerveja misturada com essa sua risada estranha e engraçada. Sentamos no banco de fora do supermercado. Conversamos sobre cerveja muito perto. Tão perto que nossas pernas e braços se encostavam toda hora. Até que fomos expulsos de lá porque ia fechar. Voltamos pra porta do teatro. Sentamos na escadaria. Dei o último gole da minha cerveja quente e deixei a garrafa de lado. O assunto acabou de propósito. Ficamos nos olhando por alguns segundos sem falar nada. Consegui encará-lo, mas não beijá-lo. Você que veio. O beijo tão esperado pelos dois veio. E um e dois e vários e muitos. Gosto do jeito sério que você fica depois que beija. Parece que se concentrou um monte na sua tarefa. Estava empenhado. Por isso a seriedade. E você fica sério de verdade. Não dá risada. Não sorri. Jeito bonito de mostrar que não quer quebrar o clima. Quase cinematográfico. Tinha que usar essa palavra pra descrever algum gesto, característica, alguma coisa sobre você. Que é quase uma bíblia ambulante de cinema. O segurança batia no vidro e acendia e apagava a luz querendo que a gente parasse. Ou algo do tipo. Você não se importou com isso. Me puxou pro seu colo. Meudeus, essa noite eu não durmo e não volto pra casa e não quero voltar e não faço mais nada. Me leva pra onde você quiser. E depois me joga na sarjeta que eu não vou me importar. Não. Não faz isso não, melhor não fazer. Eu vou me importar sim. Depois vou ter que ficar recolhendo os caquinhos e me remontar. E isso dá trabalho. E eu sou preguiçosa.Você precisava ir embora. Quis levantar comigo no colo. Te desafiei. Você pensou um pouco. Mas achou melhor não, já que estávamos no topo de uma escada. Você foi comigo de ônibus. Você nunca vai comigo de ônibus, porque além de demorar pra chegar na sua casa e pra chegar no ponto, é mais fácil pra você ir de metrô, é mais perto. A gente sentou no último banco do ônibus novo, aquele bem no alto. O meu lugar preferido com a minha pessoa preferida. Agarrei o seu braço, tava morrendo de vontade de ir ao banheiro. E toda vez que a vontade apertava eu apertava o seu braço com força e você me apertava de volta. Era bom. Às vezes eu nem tava com vontade, mas apertava seu braço só pra você me apertar de volta. Você já tava atrasado pro seu compromisso. Mas não parecia se importar.  A gente tava quase chegando no seu ponto e eu não queria te deixar ir. Não demonstrei isso. Beijo no rosto e você desce do ônibus. Olhei você ir. Acenei. Uma das noites em que você foi inteiro meu acabou. Voltei pra casa sorrindo. Sabe aquele sorriso bobo que só gente boba apaixonada tem depois que vê ou fala ou abraça ou beija a pessoa? Esse mesmo.

Categorias: Uncategorized

Outubro 5, 2007 · 1 Comentário

I don’t care if you don’t want me. I’m yours right now. Toma que o filho é teu. Quem mandou me deixar apaixonada? Agora aguenta eu fazendo textos e mais textos pra você e ouvindo músicas e pensando em você e te enchendo o saco no msn e te chamando pra sair e fingindo que não te olho e que não quero olhar.

You hear me? I put a spell on you. Ou você jogou um em mim. Tanto faz.

Categorias: Uncategorized

Pudim de couve-flor com bacon

Outubro 2, 2007 · 2 Comentários

Eu fiz um pudim de couve-flor com bacon que era pra ter ficado bom, mas eu derrubei muita noz moscada e noz moscada sempre fode, só que eu sempre acho que se eu não seguir a receita direitinho, o negócio final vai se transformar numa coisa bizarra totalmente diferente daquilo que eu esperava. Então se a receita mandou eu tacar noz moscada, taco o tal do tempero. Fazendo cara feia, mas taco. 

Tudo bem que no final eu nunca sigo a receita direitinho.

 0 que eu tô tentando dizer desde do começo é que o tal do pudim só ficou com gosto de noz moscada. Merda.

E eu ainda fui tentar desenformar, fez ploft na travessa. Tá parecendo que alguém mastigou e cuspiu. Ele não lembra um pudim nem de longe e balançando. Isso que dá substituir o processador de alimentos que a receita pedia, por liquidificador. E quando o liquidificador não funciona, amassar no garfo mesmo, que nem purê. 

Agora ele tá lá em cima da mesa olhando feio pra todo mundo que se atreve a destampá-lo, porque ele ficou mesmo muuuito feio. E que ele não me ouça falando isso. Nem o bacon que eu polvilhei em cima ajudou.

Medo.

Mas na maioria das vezes as receitas dão certo. Pelo menos eu acho. Nunca pego receitas com foto. O gosto normalmente fica bom, quando não vai noz moscada.

Categorias: Uncategorized